Segunda-feira, Novembro 28, 2005

Indústrias criativas

O Plano Tecnológico tem um capítulo dedicado às Indústrias Criativas, uma área muito interessante mas pouco explorada em Portugal. Esta tabela aparece lá, seguida de uma outra que mostra que Portugal é um dos países que tem evoluído mais nesta área, apesar de isso não chegar para sair do último lugar nesta tabela.



Pergunta-se: Que indústrias criativas para Portugal? Até onde é que podemos ir? Que mudanças precisamos na escola para podermos aspirar a subir nesta tabela? Que cidades portuguesas podem vir a ser Cidades Criativas?

4 Comments:

Blogger Paulo said...

As indústrias criativas não são o Santo Grall como geralmente as vendem. Sem um forte suporte académico com professores REALMENTE acreditados o investimento nesta área é mais um tiro no pé do que a salvação. Muito se fala em criar uma indústria de software de entretimento, vulgo, jogos. Mas com que bases? usando os professores universitários que acham ideias reles e sem valor dos alunos que sugerem a criação dum jogo como projecto de uma disciplina? Que conhecimento real podem estes mesmos professores que abominam os jogos transmitir aos alunos quando mais tarde forem "forçados" a ensinar estes temas? e que formação tiveram? viram umas páginas da internet, fizeram uns tutoriais online, foram a conferências... se bem me recordo, antigamente acreditava-se que a verdade pura estava na bíblia e o google, não é a bíblia...

Para terminar, como é que se combate uma Electronic Arts, uma UbiSoft, uma Take2 Interactive, uma Sony Computer Entertainment Europe/America, etc... com um plano destes? Fazendo parcerias com a Microsoft, Sony, Siemens, etc?! essas parcerias geralmente terminam em transformar Portugal na Índia da Europa. O país onde se prefere o recém-licenciado ao licenciado/mestre/doutorado com experiência para ter mão de obra barata... Onde se fazem sub-projectos de grandes obras e se publicitam como grandes inovações quando na realidade visto de fora do país o mundo não liga nenhuma a esse trabalho...

10:32 AM  
Anonymous ivete said...

A criatividade não está só nas artes onde há uma maior abertura, também está na indústria pura e dura onde é possível investigar e inovar, mas infelizmente neste sector a abertura nem sempre está presente, temos bons profissionais e isso é um facto. Se se formam em portugal ou não, não acho isso relevante num mundo cada vez mais global.
Se voltam para trabalharem em portugal, para mim essa é a grande questão.
quantas cidades criativas existem em Portugal? cidades com capacidade de atracção de talento, com afabilidade e ao mesmo tempo tolerância para pessoas não convencionais? só se for lisboa! Como estou no porto isso deixa-me um pouco apreensiva.
temos que abrir a nossa cabeça a tudo o que foge à normalidade e isso só é possível se viajarmos, se formos mais exigentes na nossa formação pessoal e profissional e quando tivermos uma maior receptividade a tudo o que se apresenta como diferente.

11:03 AM  
Blogger INFOMERCIAIS said...

"I Have a Dream".


Perguntamos.. que importância poderá ter um SONHO, ou até mesmo uma simples declaração de intenção? Dependerá com certeza da SORTE, oportunidade , mas também.. muito do CORAÇÂO, das capacidades de seus portadores em acreditarem..

Como disse Martin Luther King com "I Have a Dream"

pois bem este é o meu SONHO ;
"a pertenção de ser o sonho de alguns desempregados"

11:25 AM  
Anonymous fernando nogueira gonçalves said...

PORTUGAL E AS NOVE CAUSAS DE ESTAGNAÇÃO





1º Considerando que o atraso de Portugal se deve essencialmente à pouca iniciativa empresarial, associada e desenvolvida por uma cultura de pavor ao risco e à inovação começada muitas vezes nos bancos da escola.

2º Considerando que deve ser implementada nos estabelecimentos de ensino e logo nos primeiros anos, uma cultura que promova a iniciativa, o risco e a investigação com a componente prática e experimentação.

3º Considerando que as acções actualmente implementadas são castradoras, elitistas e à margem das realidades que se vivem no país.

4º Considerando que algumas das acções (acesso às novas tecnologias, informática internet entre outras) actualmente em execução ou em vias disso, deveriam ser uma ferramenta de trabalho e não um fim à vista, como se tem dado a entender e a realidade demonstrará.

5º Considerando o sistemático erro de querer fazer do criativo, investigador e inventor um potencial investidor e empreendedor, quando se sabe ou deveria saber que, estes atributos podendo coabitar na mesma pessoa, são realidades distintas e com tratamentos que deveriam ser diferênciados.

6º Considerando que é anti-pedagógico querer fomentar a criatividade e a inovação, plagiando métodos e experiências de outrem, nomeadamente experiências realizadas em países estrangeiros.

7º Considerando que a análise atrás descrita é fundamentada na vivência e experiência do dia a dia dos cidadãos e não em audições de quem não vive os problemas reais, sendo sim e na maior parte das vezes uma peça dos mesmos.

8º Considerando que a realidade portuguesa, é diferente em todos os aspectos das realidades dos outros países, quer pelo espaço fisico, quer pelas diferenças culturais, quer outras.

9º Considerando que todos os problemas das empresas, criativos, investigadores e inventores são o somatório das alíneas atrás descritas e que, não podem ser analisadas em separado pois complementam-se entre si.









PORTUGAL E AS NOVE MEDIDAS DE DESENVOLVIMENTO


1º Criação no i.n.p.i instituto nacional da propriedade industrial, de um banco de patentes, registadas pelos criativos, investigadores, inventores , empresas, institutos e universidades portuguesas , o qual será um viveiro de produtos para consulta do mundo empresarial e empreendedor .

2º Isenção de todas as taxas na apresentação de patentes, modelos de utilidade e desenhos industriais e sua manutenção, enquanto estes títulos estiverem depositados no banco de patentes atrás mencionado.

3º Criação imediata de um salão de inventos, novas tecnologias e novos produtos, com (inscrição gratuita) com prémios de reconhecimento e monetários, com caracter anual e dividido em pelo menos 4 categorias :

Empresas
Institutos e universidades
Escolas
Inventores independentes
a) Porque não iguais, deverão ser criadas divisões sectoriais nos produtos e trabalhos a apresentar.

4º Suporte e apoio estatal, a todas as criações de interesse económico e estratégico para o país, na obtenção de patentes europeias e internacionais. Verba que será restituida ao estado e com correção monetária, pelo titular no acto de tranferência ou venda da criação.

5º Isenção ou redução nos primeiros anos de i.r.c., i.v.a. entre outros, às empresas que produzam um ou mais produtos, de patentes ou modelos de utilidade e desing, registadas pelos criadores portugueses ou afectas ao banco de patentes.

6º Criação de um distintivo (reconhecimento) para as empresas que promovam a produção de um produto novo no mercado.

7ª Suporte e apoio financeiro estatal, aos trabalhos premiados no ponto 3º para mostras e salões internacionas.

8º Criação de um recibo para os donativos dados por particulares ou empresas à investigação, invenção e à sua divulgação, o qual deve beneficiar o dador não penalizando o receptor, tanto a nivel de i.r.s como i.r.c

9º Criação de um reconhecimento especial, com o fim de promover parcerias entre todos os agentes atrás descritos, no desenvolvimento e apresentação de trabalhos, invenções e produtos inovadores.

Fundão 31 de março de 2006
Autor
Fernando Nogueira Gonçalves

11:57 AM  

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