Opiniões da blogosfera - Só mais um estudo sff
Do Elba Everywhere:
"Depois de se ler as medidas do famoso Plano Tecnológico, pode-se constantar algumas medidas interessantes e outras que apenas lá estão para fazer número .
Umas das que lá não constam e que provavelmente seria de enorme importancia para o país é a energia nuclear, fala-se "Promoção do desenvolvimento das energias renováveis", mas ninguém espera que Portugal corriga o défice energético recorrendo à biomassa, ou aos painéis solares. É um bom caminho, mas não resolve o problema.
Com um plano tecnológico supostamente tão arrojado e avançado não custava muito pelo menos estudar a viabilidade da energia nuclear em Portugal!"
"Depois de se ler as medidas do famoso Plano Tecnológico, pode-se constantar algumas medidas interessantes e outras que apenas lá estão para fazer número .
Umas das que lá não constam e que provavelmente seria de enorme importancia para o país é a energia nuclear, fala-se "Promoção do desenvolvimento das energias renováveis", mas ninguém espera que Portugal corriga o défice energético recorrendo à biomassa, ou aos painéis solares. É um bom caminho, mas não resolve o problema.
Com um plano tecnológico supostamente tão arrojado e avançado não custava muito pelo menos estudar a viabilidade da energia nuclear em Portugal!"
5 Comments:
Nuclear??? E depois o que fazer com o lixo? Exportá-lo para países do terceiro mundo?
Zarluck - o profeta da desgraça.
Para sua informação, há lixo nuclear guardado desde 1950, sem que tenha havido um único problema de fuga de radioactividade.
Os locais são conhecidos e inspecionados sistematicamente. Os containers foram testados para durar 5 mil anos, quando a radioactividade só perdura por 1000.
Em termos puramente ecológicos e sem demagogia a energia nuclear é a mais barata de produzir, de armazenar, distribuir e de consumir.
Todos os países do mundo com comboios tipo TGV recorrem à energia gerada por centrais nucleares para alimentar as respectivas composições.
Todos os grandes laboratórios de alta tecnologia também recorrem a esse tipo de produção de energia.
Agora diga-me, como é que pretende resolver a nossa dependencia de 90 por cento de energia comprada fora e com preços cada vez mais elevados.
Com a energia ao preço que temos como podemos ser competitivos num mundo de alta tecnologia. Vamos fazer mais caro para quê?
A India é hoje um potentado em termos de nanotecnologia graças aos seus reactores nucleares. Nós chamamos a India de um País do terceiro mundo. Eles simplesmente ignoram a nossa existência.
A energia eólica. Para produzir a mesma energia de uma pequena central nuclear, é preciso construir cerca de 10.000 torres com pás duplas. Em corredores de vento forte, por onde passam todos os anos as aves migratórias, que acabam por embater contra as pás, morrendo e destruindo as mesmas.
Já está tudo mais do que debatido, testado, analizado. Agora é só orçamentar e por mãos à obra.
PORTUGAL E AS NOVE CAUSAS DE ESTAGNAÇÃO
1º Considerando que o atraso de Portugal se deve essencialmente à pouca iniciativa empresarial, associada e desenvolvida por uma cultura de pavor ao risco e à inovação começada muitas vezes nos bancos da escola.
2º Considerando que deve ser implementada nos estabelecimentos de ensino e logo nos primeiros anos, uma cultura que promova a iniciativa, o risco e a investigação com a componente prática e experimentação.
3º Considerando que as acções actualmente implementadas são castradoras, elitistas e à margem das realidades que se vivem no país.
4º Considerando que algumas das acções (acesso às novas tecnologias, informática internet entre outras) actualmente em execução ou em vias disso, deveriam ser uma ferramenta de trabalho e não um fim à vista, como se tem dado a entender e a realidade demonstrará.
5º Considerando o sistemático erro de querer fazer do criativo, investigador e inventor um potencial investidor e empreendedor, quando se sabe ou deveria saber que, estes atributos podendo coabitar na mesma pessoa, são realidades distintas e com tratamentos que deveriam ser diferênciados.
6º Considerando que é anti-pedagógico querer fomentar a criatividade e a inovação, plagiando métodos e experiências de outrem, nomeadamente experiências realizadas em países estrangeiros.
7º Considerando que a análise atrás descrita é fundamentada na vivência e experiência do dia a dia dos cidadãos e não em audições de quem não vive os problemas reais, sendo sim e na maior parte das vezes uma peça dos mesmos.
8º Considerando que a realidade portuguesa, é diferente em todos os aspectos das realidades dos outros países, quer pelo espaço fisico, quer pelas diferenças culturais, quer outras.
9º Considerando que todos os problemas das empresas, criativos, investigadores e inventores são o somatório das alíneas atrás descritas e que, não podem ser analisadas em separado pois complementam-se entre si.
PORTUGAL E AS NOVE MEDIDAS DE DESENVOLVIMENTO
1º Criação no i.n.p.i instituto nacional da propriedade industrial, de um banco de patentes, registadas pelos criativos, investigadores, inventores , empresas, institutos e universidades portuguesas , o qual será um viveiro de produtos para consulta do mundo empresarial e empreendedor .
2º Isenção de todas as taxas na apresentação de patentes, modelos de utilidade e desenhos industriais e sua manutenção, enquanto estes títulos estiverem depositados no banco de patentes atrás mencionado.
3º Criação imediata de um salão de inventos, novas tecnologias e novos produtos, com (inscrição gratuita) com prémios de reconhecimento e monetários, com caracter anual e dividido em pelo menos 4 categorias :
Empresas
Institutos e universidades
Escolas
Inventores independentes
a) Porque não iguais, deverão ser criadas divisões sectoriais nos produtos e trabalhos a apresentar.
4º Suporte e apoio estatal, a todas as criações de interesse económico e estratégico para o país, na obtenção de patentes europeias e internacionais. Verba que será restituida ao estado e com correção monetária, pelo titular no acto de tranferência ou venda da criação.
5º Isenção ou redução nos primeiros anos de i.r.c., i.v.a. entre outros, às empresas que produzam um ou mais produtos, de patentes ou modelos de utilidade e desing, registadas pelos criadores portugueses ou afectas ao banco de patentes.
6º Criação de um distintivo (reconhecimento) para as empresas que promovam a produção de um produto novo no mercado.
7ª Suporte e apoio financeiro estatal, aos trabalhos premiados no ponto 3º para mostras e salões internacionas.
8º Criação de um recibo para os donativos dados por particulares ou empresas à investigação, invenção e à sua divulgação, o qual deve beneficiar o dador não penalizando o receptor, tanto a nivel de i.r.s como i.r.c
9º Criação de um reconhecimento especial, com o fim de promover parcerias entre todos os agentes atrás descritos, no desenvolvimento e apresentação de trabalhos, invenções e produtos inovadores.
Fundão 31 de março de 2006
Autor
Fernando Nogueira Gonçalves
Portugal já possui um reactor nuclear. Este é apenas usado para investigação cientifica.
Quanto ao lixo nuclear este pode ser guardado em piscinas perto do reactor sem riscos para a população pois aí as temperaturas são controladas, como fazem em França. Neste momento os reactores que existem produzem muito menos lixo, e em breve com a terceira geração de reactores será possível tratar esses lixos directamente no reactor, no CERN encontra-se em desenvolvimento uma experiência com o objectivo de estudar como se pode fazer esse tratamento e tem-se obtido já alguns resultados mas não estou muito dentro do assunto portanto quesm estiver interessado em saber mais procure directamente na pagina do CERN e não acredite em tudo que lhe dizem sobre o Nuclear!!!!!!!!
Sem duvida que muitas coisas verdadeiras foram ditas, nos diversos comentários feitos a este post, mesmo com opinioes que divergem entre si. Pessoalmente penso que a hipotese da energia nuclear deve ficar mais uns anos na gaveta e que os incentivos e as iniciativas relativas a eficiencia energética devem prevalecer. Se cada um "agir eficientemente" teriamos ja uma grande ajuda para a meta estabelecida por Quioto.
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